DEPÓSITO EM CONTA POUPANÇA.
- Moça, eu vim despositá na minha porpança.
- Quero adespositá na porpança.
- Coloque esse dinheiro na minha poupança.
- Você pode dar uma olhada na minha poupança?
- Eu queria saber quanto ta rendendo minha poupança?
- O que eu preciso pra abrir uma poupança?
SOBRE FGTS:
- Moça, você pode ver se meu fundo ta liberado?
- Quero receber meu GTS?
- Eu quero pegar o fundo.
- Vim tirar o fundo.
- Você pode ver meu fundo?
SOBRE SENHA SILÁBICA:
- Moça, eu preciso cadastrar uma senha alfa numérica.
- Eu preciso cadastrar uma senha sibalítica.
- Eu preciso cadastrar uma senha algébrica.
- Como eu faço pra cadastrar uma senha de letras numéricas?
Para uma senha silábica que contem Y pode-se ouvir : IPSEM, IPSO, ISPE, ISPESE, IPSON, IPS...
Um papelzinho com três sílabas sai da máquina e a pessoa grita: Moça, saiu umas letras japonesas aqui!
SIMULAÇÃO PARA UM FINANCIAMENTO HABITACIONAL:
- Você pode me fazer uma inseminação?
- Vim fazer um simulado.
SOBRE INSS:
- Moça, o que ta acontecendo que o SS não depositou meu pagamento?
- Eu preciso receber minha aposentadoria do Ieses.
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Tatuagens do Sofrimento
Pele branca macia e lágrimas vermelhas que escorrem.
Seu nome é Dor Angustia Medo Amargura e tantos mais.
Noites de amarguras e com medo.
O sofrimento é o causador de tão angustiante dor.
Dor que sai da alma através do próprio sangue.
Cada corte espera por outro e por outro e por outro.
E a pele branca e macia coleciona marcas que definem a imagem de um coração.
Onde está o responsável pela Dor Angústia Medo Amargura e tantos outros mais?
Se alguém o encontrar não receba seus presentes.
Eles podem ser tatuados assim como foram em uma pele branca e macia de onde escorrem lágrimas vermelhas.
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Pintura na parede da paixão.
Dezesseis meninas cirandeiras
brincavam a cantarolar
A primeira fez-me apaixonar
A outra nem pra me encantar
A terceira quis me controlar
Aquela veio a falar besteiras
Para debochar a outra apareceu
Ela era bonita, mas não deu
Tímida, um sorriso e desapareceu
A do meio roubou um beijo meu
Por aquela correu desejos nas veias
A décima não sei porque fugiu
Sorrindo em meus braços caiu
Não a interessava e ela nem me viu
O calor da outra protegeu do frio
Aquela a me olhar sempre faceira
Mas ela entendeu minha fraqueza
Essa não se compara a beleza
E agora tenho certeza
Em qualquer lugar que esteja
É a mim que ela deseja
Para sempre assim seja.
terça-feira, 17 de julho de 2012
À minha Felicidade.
Diga, minha Felicidade,
como eu pude merecer
teu sorriso, teu olhar
e a tua sinceridade?
Todos os dias ao seu lado
meu coração se renova
para merecer seu amor,
sua beleza, minha rosa.
Os campos atravessei
e deles te trouxe flores.
A mais linda delas
é essa que te entreguei.
Minha alma é uma flor
que estava sofrendo.
A flor agora vive
em função do seu amor.
Diga, minha Felicidade,
como posso agradecer-te
por tão grande amor
e tamanha cumplicidade?
Quando profundamente
os seus olhos fitei
então compreendi
por você eu esperei.
Busquei o que agora encontrei.
Encontrei a paz que necessito.
Quando vejo o seu sorriso
eu sei que não resisto.
Transborda meu coração
do mais puro sentimento.
Meus dias com você
são a mais linda canção.
Diga, minha felicidade,
que minha alma viverá
ao seu lado a caminhar
por toda a eternidade?
terça-feira, 10 de julho de 2012
quinta-feira, 31 de maio de 2012
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Resenha : No início era o “Desmundo”.
| http://www.livrariacultura.com.br/scripts/busca/busca.asp?palavra=desmundo&tipo_pesq=&tipo_pesq_new_value=false&tkn=0 |
MIRANDA,
Ana. Desmundo. 2. ed.São
Paulo:Companhia das Letras, 1996.
Em seu livro “Desmundo” lançado em 1996, pela Companhia
das letras, Ana Miranda – autora de vários romances, entre eles “Boca do
Inferno” em 1989, com suas obras traduzidas para vários países como Inglaterra,
Estados Unidos, Alemanha, Itália, Espanha e Suécia e ganhadora do prêmio Jabuti
em 1990 – apresenta a história de um grupo de órfãs enviadas ao Brasil, pela
rainha de Portugal, para se casarem com os primeiros colonizadores.
A história é narrada por Oribela, uma das órfãs, que expõe
o comportamento relacionado à moral e costumes de um mundo onde as mulheres
eram criadas para “servir” ao homem em tudo e de tudo o que ele necessitasse.
A palavra “servir” é repetida, pela narradora,
demonstrando as várias situações de escravidão não só para com a mulher índia,
mas a negra, a freira e a esposa. A mulher devia servir seu esposo “como um
padre na freira”.
A sequência da narrativa é dividida em partes que apresentam
a chegada das órfãs ao Brasil, a descrição da terra, o casamento de Oribela e
das outras órfãs, o fogo, como representação do inferno ao qual Oribela se
sentia inserida, a tentativa de fuga, o desmundo que representa um mundo diferente
aos avessos, a guerra, o mouro por quem a moça se apaixonou, o nascimento do
seu filho e a parte final.
Alguns destaques importantes são retratados a partir de
comportamentos e impressões da narradora, em relação ao índio, que reflete o
pensamento dos portugueses e invasores.
Os índios eram vistos como uns animais selvagens. “... Um
tanto de suas escravas, com grandes cestos na cabeça carregados e mesmo uns
filhotes fêmeas ou machos pendurados em suas tetas...”
O indígena é diferenciado do ser humano e tratado como
“natural”, como se não tivessem sentimentos. A “natural possui filhotes, as
escravas têm crias.
“...
A pobre Temericô enxergava tudo, parada na mata feito uma pedra, depois de
algumas gritas se curvou sobre a barriga e gemeu feito cantasse, uma coisa
estranha de se ver. Mandei assentar ao meu lado, o que ela fez. Não sabia que
Brasil sente dor.”(p.144)
Esta obra de Ana Miranda oferece um resgate
Histórico-Cultural a partir de uma rica pesquisa bibliográfica como A carta de Pero Vaz de Caminha, Duas Viagens ao Brasil de Hans Staden, Um tratado da cozinha portuguesa do século
XV e Um curso de Tupi antigo feito
pelo padre Lemos Barbosa, possibilitando, ao conteúdo lingüístico, do
livro, uma aproximação da linguagem usada pelo português da época.
Em meio a seus sofrimentos, Oribela descreve com riqueza
de tetalhes a paisagem de um mundo desconhecido.
“As
árvores agrestes muito rijas, aos seus pés nasciam uns vimes que subiam até o
mais alto delas como que mastros de navios e os seus ovéns. Lançavam odores de
bálsamos, de castanhas e grandes ervaçais, seus troncos choravam suavíssimos
licores, a mata era um pomar formoso de uns figos amarelos e frutas de espinho
que cobriam o morro, matas e mangues...”( p.94)
Alain Fressnot consagrou em filme essa obra literária,
levando ao cinema essa trajetória de descaso desmedido desvendado no
“Desmundo”.
Portanto ler “Desmundo” é ter a possibilidade de resgatar
a história do início da colonização do Brasil, com todo o seu contexto
histórico-cultural, e ter o privilégio de saborear a leitura de uma boa obra da
literatura brasileira.
Referência
Bibliográfica
MIRANDA, Ana. Desmundo. 2. ed.São Paulo:Companhia das Letras, 1996.
Referência
Filmográfica
FRESSNOT, Alain. Desmundo. Brasil: Sony Pictures.
Drama, 2003, 101 minutos.
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